Hoje, definitivamente devo ter recebido muitos "sinais"...
Sinais esses que me levaram a pensar, a reflectir acerca do último ano que passou...
Da quantidade de efemérides que ocorreram na minha vida...
Ouvi o Padre Borga dicertar sobre o amor, o verdadeiro, sobre as opções que têm que se fazer ao longo da vida para estarmos ao lado da pessoa que amamos, nas perdas que necessariamente essas opções trazem...Do quanto é respeitar a nossa liberdade e a dos outros quando fazemos essas opções...
Vi um episódio do "sexo e a cidade" em que a Carrie dizia que a relação mais preciosa que nós temos, é aquela que desenvolvemos connosco próprios...
Tudo isto me levou a reflectir na minha caminhada (bem longa, como bem sabem os que estiveram presentes!); nas opções de mudar de vida, de emprego, de casa...e no mais importante o desejo de ser mãe...
Ficaram para trás bons amigos, um emprego fabuloso...mas ganhei outros amigos, outro emprego e uma família...A MINHA FAMÍLIA...
Conheci muito melhor as pessoas que lidavam comigo no dia à dia...como alguém me diz frequentemente: "...é nos momentos difíceis que realmente conhecemos quem está ao nosso lado..."; Aí, sorri e chorei muitas vezes...mais alegrias e desilusões...
Mas acima de tudo como gosto muito de mim...fui-me mimar e ouvir Mafalda Veiga...
Achei que o "Restolho" era "a" mensagem...ora vejam:
Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Como eu nunca quis que a minha vida fosse assim dia sim, dia não... existe uma entrega alucinada da minha parte (por mais que nem sempre todos o entendam...) só para receber daquilo que aumenta o coração...
F. e M. Amo-vos
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